Blog – Assisti em Manaus, um ano atrás, cenas de arquivo mostrando o ex-prefeito Serafin Correa e esse atual, Amazonino Mendes – tão ruim que parece eterno – posando entre centenas de ônibus (os cacarecos de hoje) e dando declarações exultantes de alegria pela “competência” deles em “dar” à cidade, 200 ou 300 ônibus novos.

Palhaçada que a grande mídia engole, nubla, divulga, finge parecer que é o sério e certo porque antes da entrega que o prefeito faz dos ônibus que empresários adquiriram, polpudos anúncios entraram no comercial das rádios, Tvs, jornais e sites. São os empresários da ganância e seus obedientes e descaracterizados editores, unidos sempre a estes políticos miúdos, meros demagogos traidores do povo bestializado, afinal, as empresas de ônibus são privadas (mas a maioria cheira bem), ou seja, não tem dinheiro público investido nelas.

Os donos de ônibus no Brasil cartelizado são, como a padaria da esquina, frutos de empreendedores que por algum caminho entraram no ramo de transporte e disputando uma licitação das linhas, dos itinerários, ganharam o direito de transportar a população.

Quer dizer, os empresários têm de comprar terreno, fazer garagens e oficinas, adquirir ônibus caros, fazer estoque de peças, cumprir uma legislação trabalhista que nem Hitler seria capaz de criar, dar propina para fiscal não multar os ônibus por causa da lataria suja ou riscada, azeitar os SMTUs da vida para acertar no preço das passagens, adoçar o governo do Estado para garantir subsídio para o diesel senão o governador não pode posar de bonzinho dando meia passagem aos domingos. E quem sabe que esse custo, essa diferença vai ser embutida no preço normal da passagem durante a semana?… Porque bolso de empresa privada tem fundo, não é Sefim nem Sefaz…!

Esta introdução é para dar um exemplo típico da panacéia do populismo de Manaus. São os Bragas, Serafins, Amazoninos e etc, decidindo com o R$ público (suor de todos), como tapear o zé povão. Com a mentira dos ônibus que a prefeitura não compra (mas gigoloticamente posa de heroína) aqui entra o sentido da matéria abaixo, mais um daqueles lances populistas/comunistóides – “todos tem direito igual”, rs – quando todos devem ter “oportunidades iguais”, mas vagabundo ou bandido tem de ficar fora do sucesso dos demais, óbvio.

Rússia, Albânia e a China teimaram nesse “igualitarismo” até quebrar. Cuba continua teimando e vivendo como se Gordini ainda fosse carro. Lavagem cerebral demora a ser dissipada. Mas você quer um Brasil cubano? Se não, entenda que assim como nosso Estado (entes federativos) têm condições de dar de comer a quem por doença, limitação ou pobreza não pode comprar, também não deve dar a quem pode comprar, porque isso cria uma nação de mongolóides que usa a doação pública para refestelar-se na preguiça, não progredir, viver do circo que os demagogos incentivam.

Fechou um restaurante? Não. Fechou um ponto que algum prefeito ou governador usou para posar de bonzinho, e como sempre, esse modelo termina falido. Dele, livrai-nos senhor. Prova melhor é a China que apesar da ditadura social e política, acabando com essa cultura demagógica de “tudo é de todos”, hoje 3 trilhões em caixa, 15 vezes mais que o Brasil, campeão mundial de tributos arrecadados dos empresários e de todos nós.

A MATÉRIA

Restaurante Prato Cidadão na zona norte está fechado desde maio

Empresa que dividia com o Estado as despesas desistiu da parceria, o que forçou o fechamento do estabelecimento. Pelo menos 2 mil pessoas eram beneficiadas com refeição a R$ 1.

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Manaus – Moradores do Novo Israel, zona norte de Manaus, reclamam do fechamento do restaurante Prato Cidadão do bairro, que vendia almoço ao preço de R$ 1, para pelo menos 2 mil pessoas de baixa renda, por mês. O serviço está suspenso desde o dia 30 de maio deste ano. Segundo a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), a empresa Nokia, que custeava 82% dos gastos mensais do restaurante, desistiu da parceria, o que forçou o fechamento do local.

O serigrafista Ney Chaves, 38, disse que conta com o salário de R$ 600 para sustentar a mulher e os dois filhos e o fechamento do restaurante prejudicou ainda mais o orçamento da família. “Faz uma grande falta. Toda minha família almoçava no Prato Cidadão. A comida era de qualidade e o dinheiro, que agora gastamos, está fazendo falta”, afirmou.

Pela parceria, a Nokia mantinha o investimento de R$ 44.980,00 e a Seas, outros R$ 10 mil, em média, mensalmente, para manter o restaurante funcionando. À Seas, a Nokia  justificou que preferiu direcionar os investimentos a projetos educacionais no Estado. Em nota, a companhia não informou porque desfez a parceria que mantinha desde 2004.

A Seas informou que vem buscando e discutindo futuras parcerias com empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM), com o intuito de que o Restaurante Popular Prato Cidadão do Novo Israel retome as suas atividades o mais breve possível.

Atualmente, em parceria com oito empresas do PIM, o governo do Estado mantém funcionando seis restaurantes Prato Cidadão em Manaus. Além do Novo Israel, o serviço é oferecido no Centro, São José, Compensa, Alvorada e Jorge Teixeira.