Blog: Enquanto 20 cidades do mundo fazem BRT, que custa a metade e embeleza a cidade, só um pequeno trecho é feito na Índia e governo Malaio não fará mais monotrilho

Matéria: Mesmo com todos os países do primeiro mundo inteiro tendo abolido monotrilho de seus projetos viários, e estejam investindo em trens e BRTs, além dos Ministérios públicos do Estado e da União terem vetado esta obra, a cúpula do governo braguista de Omar Aziz ainda teima em manter esta geringonça cara, que nada resolve no trânsito, enfeia a cidade e vai deixar uma dívida de 2 bilhões  para os amazonenses pagarem.

“É um erro maior que derrubar o Vivaldão e custará 15 vezes mais” diz o engenheiro Henry Boeiro. A linha editorial deste site lutou contra a absurda destruição do Vivaldão e agora está lutando – como solitárias andorinhas de verão – com apoio de alguns líderes estudantis e raras lideranças da sociedade, contra um lobby poderoso e rico que quer enfiar esta enorme minhoca de aço e cimento nos céus da capital amazonense, e cuja manutenção é a mais cara de todos os veículos rodoviários do mundo.

Depois de ver o esforço de marketing da empresa que está por trás da obra, a poderosa malasiana Scomi, levando na semana passada jornalistas manauaras para ver o monotrilho de Kuala Lampur em funcionamento, vimos que o resultado prático foi tiro no pé, pois as próprias matérias informam que monotrilho não resolve o problema, custa caro, a passagem terá de ser subsidiada, gasta mil pneus a cada 36 horas e o próprio governo malaio já o trocou por investimentos em trens e ônibus.

Abaixo, fazemos uma releitura das matérias no Diário do Amazonas, e no Acrítica. (Em preto as matérias, em vermelho a análise):

07 Abr 2011 . 15:30 h . Valmir Lima, de Kuala Lumpur, Malásia . portal@d24am.com

Legenda: O monotrilho de Kuala Lumpur, capital da Malásia, é um exemplo. Ele é apenas uma parte, muito pequena, do sistema de transporte da cidade, que inclui duas linhas do veículo leve sobre trilhos.

Releitura – O monotrilho visitado é um exemplo do que diz a manchete, já que ele não resolve o problema do trânsito e do transporte. Razão porque lá não há mais investimento nessa modalidade de transporte.

[foto ] Monotrilho em Kuala Lumpur é apenas uma parte de todo  o sistema de transporte da cidade. Foto: Divulgação

Releitura – Eis a cicatriz na face da cidade da qual falam os paulistanos ou como diz o escritor Márcio Souza, uma navalhada na cara. Trata-se de uma ponte estreita permanente, tapando os prédios e a visão do céu, para busões de puro aço que passarão a cada meia hora, fazendo barulho que inferniza moradores e comerciantes. Em São Paulo ele só pode trafegar até 21h para os cidadãos poderem dormir. Kuala Lumpur – “O sistema de monotrilho, sozinho, não é suficiente para resolver o problema do transporte coletivo de nenhuma cidade. Tem que haver, pelo menos, integração com ônibus”. A frase foi dita na noite de ontem, em Kuala Lumpur, na Malásia, pelo presidente do grupo Scomi Internacional, Shah Hakim Zain, fabricante de material rodante para monotrilhos e que está no consórcio Monotrilho Manaus, que disputa a licitação para a obra de transporte em Manaus. As informações foram dadas em entrevista a jornalistas de Manaus.                                                         Releitura –Existem no máximo 4 empresas que faziam –  ou ainda fazem já que só há duas pequenas obras desse sistema no mundo (Mumbai/Índia São Paulo-Brasil) – mas só apareceu aqui esta malasiana. O que parece é que a Fifa escolhe as cidade e as “instiga” a fazer licitações apressadas, sem cálculos, sem concorrência, para que a margem de Lucro e os aditivos sejam exorbitantes. E em aditivos, todos sabem, o governador Eduardo Braga é competente, rápido e guloso, basta ver a ponte, de 500 milhões saltou pra 1.2 bi!
O monotrilho de Kuala Lumpur, capital da Malásia, é um exemplo. Ele é apenas uma parte, muito pequena, do sistema de transporte da cidade, que inclui duas linhas do veículo leve sobre trilhos (VLT) e dois trens suburbanos integrados ao centro comercial e financeiro, além de um serviço de ônibus de menor expressão. Os 8,6 quilômetros de trilhos suspensos do monotrilho servem apenas a essa área central e transporta 57,5 mil passageiros por mês, em média.                                             Releitura – “O monotrilho de Kuala transporta 57,5 mil passageiros por mês.” Sim, todo monotrilho é de poucos Quilômetros, servem mais a parques temáticos como a Disney. Esse (modelo?!) transporta 57 mil pessoas por mês. Os velhos busões de Manaus transportam um milhão/dia. Vinte vezes mais!. Abaixo a matéria vai confirmar isso.
O número de passageiros do monotrilho de Kuala Lumpur representa 12,37% do total de passagens do sistema (incluindo, aí, apenas os modais sobre trilhos). No total, as quatro linhas de trens e o monotrilho transportam 446,5 mil passageiros/mês, de acordo com o presidente de uma comissão criada pelo governo federal da Malásia para cuidar da ampliação do transporte público na grande Kuala Lumpur, Syed Hamid Albar. São 277,6 quilômetros de extensão de linhas sobre trilhos e 115 estações.
A comparação com o que o governo está propondo para Manaus, com o sistema de monotrilho (até agora o BRT é um assunto privado da Prefeitura de Manaus) é inadequada. Mas um aspecto chama a atenção nos dois sistemas: o da Malásia transporta por mês pouco mais da metade do que o velho sistema de ônibus de Manaus carrega nos seus 1.150 ônibus.
Releitura – “A comparação com o BRT é inadequada” diz a matéria. Por que inadequada? Comparar sistemas é o melhor modo de avaliar qual é melhor, qual resolve, qual tem custo benefício positivo! Isso é marketing barato, míope ou erro de redação. Mas a verdade que lhes dói flui nas entrelinhas se o leitor fizer uma leitura acurada. “O da Malásia transporta por mês pouco mais da metade do que o velho sistema de ônibus de Manaus carrega nos seus 1.150 ônibus”. POR DIA. Sim, lá são 446 mil pessoas mês. Aqui por mês são mais de 30 milhões de usuários. Questionado se o monotrilho traria solução para o transporte público de Manaus, o presidente da Scomi Engineering no Brasil, Hilmy Zaini, diz não ter a ilusão de que o monotrilho vai resolver o problema . “O que se está propondo em Manaus é um sistema que pode ser implantado rapidamente e que pode, no futuro, ser expandido”.
Releitura – Este diretor brasileiro começa parecendo mais honesto (afirma textualmente “não tem ilusão de que o monotrilho vai resolver o problema”), mas em seguida manobra as palavras para não perder o bilionário contrato, dizendo que monotrilho é implantado rápido. Obra do BRT leva menos prazo ou dependendo da cidade, prazo igual, além de poder ser expandido de forma muito mais fácil e barata. e se não resolve conforme assume, para que fazer? Essa rapidez, no entanto, precisa de pelo menos três anos e meio, o que não seria mais possível concluir a obra até a Copa do Mundo de 2014, segundo Zaini. Se o governo concluísse a licitação e os serviços fossem iniciados imediatamente, só daria para concluir parte da linha de 20 quilômetros, ou seja, do Terminal 1 (Constantino Nery) ao Terminal 3 (bairro Cidade Nova, zona norte). Para a Copa das Confederações, Zaini descarta qualquer possibilidade de o sistema funcionar em Manaus, e estima que a os 20 quilômetros só seriam concluídos em 2015.

Releitura – Custa o dobro, enfeia a cidade, não resolve nosso problema de trânsito e TALVEZ fique pronto. Na verdade, essa dúvida já é o gancho para aditivos nos dois anos finais.

Dois mundos
Enquanto em Manaus os governos municipal e estadual não se entendem sobre que modal de transporte (a Prefeitura defende o BRT e o governo quer implantar o monotrilho), na Malásia, as autoridades estão discutindo o transporte público como uma das medidas para colocar o país na lista das nações desenvolvidas. A meta é até 2020 acabar com os engarrafamentos nas ruas, fazendo com que a população deixe seus carros em casa. No horário de pico, mesmo com um sistema de transporte sobre trilhos, o trânsito nas ruas centrais de Kuala Lumpur se parece com o de Manaus: congestionado e lento.                                                                                                                                               Releitura – Este parágrafo é uma sentença contra o monotrilho. Se com ele já implantado o trânsito de lá é igual o de Manaus e esperam que só em 2020 terão um trânsito normal, xô monotrilho. Depois desta informação colhida in loco quem ainda defender monotrilho está pensando em outra coisa, não em solução.
O governo criou uma comissão interministerial para apresentar uma proposta de solução porque entende que com o transporte do jeito que está freia a economia do país. O desafio é fazer com que a população opte pelo transporte público, e para isso, Syed Albar entende que é preciso melhorar a qualidade dos serviços.
O primeiro levantamento que a comissão fez, no ano passado, mostrava que apenas 12% da população da Grande Kuala Lumpur, estimada em 6 milhões de pessoas, usavam o transporte público. Agora, o governo diz que esse uso passou para 17% e espera atingir 25% até 2015 e de 50% a 60% até 2020, quando a população será de 10 milhões, segundo estimativas da comissão.
Como o governo pretende fazer essa migração do carro para o transporte de massa? Investindo na ampliação de linhas de trens. Serão construídos mais 56 quilômetros de VLT, com partes subterrâneas e sobre o solo. A expansão do monotrilho, pelo menos nos planos do governo federal, está descartada. “Para o que nós queremos, o mais eficiente é o sistema de trens”, disse o presidente da comissão de transportes.
Releitura – Eis onde as despesas com viagens dos nobres jornalistas foi um tiro no pé da empresa que pensava entusiasmá-los: Para reformular o trânsito de Kuala Lampur, o governo vai investir em trens, em monotrilho NÃO. Onde ele existe, na terá da empresa que quer o contrato, não se construirá mais. Alguém precisa de atestado de inconveniência do monotrilho melhor que este? E é assim no mundo inteiro.

Scomi defende
Os diretores da Scomi defendem o monotrilho como um transporte de massas, com capacidade para transportar até 20 mil passageiros por hora, dependendo do número de carros e vagões. O de Manaus, segundo a proposta de licitação, terá 12 carros com seis vagões. Em Kuala Lumpur, os carros têm dois vagões e cada carro transporta 214 pessoas. Isso significa que o de Manaus transportaria o triplo do sistema da Malásia.                                                                                               Releitura – Ou seja, 170 mil pessoas dias já que lá transportam 57 mil. Hoje, a região onde o Estado quer enfiar essa monotrama já tem mais de 300 mil pessoas usando ônibus duas vezes/dia, até a copa deve chegar a, no mínimo, 400 mil pessoas, portanto, monotrilho seria uma Kombi andando onde deveria haver um trem. E mais, nos custando como avião. Outro argumento da empresa é que o monotrilho elimina dezenas de ônibus das ruas das cidades. “Um único carro como o de Manaus tira das ruas pelo menos 18 ônibus” afirmou.                        Releitura – O BRT é diferente, permite que os ônibus andem numa velocidade média normal, 30kms/hs, enquanto hoje andam a 12 e com o monotrilho continuarão andando a 12. O que é preciso é reformar o nosso trânsito, e para isso o dinheiro existe. De um bilhão e trezentos milhões da licitação do consórcio do monotrilho para a Zona Norte, destaca-se os mesmos 600 milhões que já está orçado para o BRT da Zona Leste, faz o monotrilho da Zona Norte, e a diferença, 700 milhões, se gasta para REFAZER as ruas e avenidas de maior trânsito da cidade. Isso é tão óbvio, não? O problema de Manaus, no entanto, está na falta de integração do sistema. Pelo menos no projeto, há a proposta de integrar os dois modais (o monotrilho e o BRT que a Prefeitura pretende construir). Pelo tempo que falta para a Copa do mundo, não há garantias de que nenhum dos sistemas esteja pronto para começar a operação.                                                                                     Releitura – Essa campanha de “não dará tempo, a copa vai pra Belém” tem por objetivo nada mais que enfiar guela abaixo e sem cálculos honestos o malfadado monotrilho. Perdemos um estádio novo e bom, ficamos com um só quando poderíamos ter dois para sempre. Agora não precisamos ganhar um monstro que o mundo inteiro abomina e nem a malásia, que nosso jornalistas foram conhecer a convite da empresa fornecedora vai fazer mais!

(O jornalista viajou a convite do grupo Scomi Internacional)

Em matéria igual, feita pela jornalista de A crítica que também foi à Malásia, Mônica Prestes,  além do que acima já foi analisado, têm-se outras pérolas. Ei-las:

“As obras do monotrilho de Manaus (…) serão concluídas antes da Copa de 2014 se o contrato entre o governo do Estado e o consórcio Monotrilho Manaus for assinado até o fim deste mês…”

Releitura – Ameaçam para garantir a assinatura mesmo sem a sociedade ser ouvida, sem planejamento nem cálculos conforme acusa os Ministérios Públicos federal e Estadual – MPF e MPE.  Pressa apenas pra depois pegarem reajustes, trabalharem 24hs… Bem disse o escritor amazonense Márcio Souza colocando o dedo nessa ferida: “Que interesses escusos estão tentando nos enfiar um destes trambolhos goela abaixo?”. Mesmo que, para isso, as empresas precisem investir em um capital inicial maior que o previsto. Releitura – Por um contrato superior acima de um bilhão, em obra que o mundo inteiro evita, os empreiteiros levantam dinheiro rápido, óbvio. Mais que isso, a concretização do negócio entre o Amazonas e o Consórcio Monotrilho pode refletir no renascimento da indústria da borracha no Estado e no aquecimento da indústria do alumínio na Amazônia, segundo executivos do grupo.
Releitura – Depois que o inglês Henry Wickham levou para a Malásia as mudas de seringueiras, o Amazonas perdeu a pujança da produção da borracha. Agora, numa jogada de marketing barato, vem um empresário dizer que o monstrengo monotrilho vai nos devolver esta era. É demais. Deve pensar que aqui só tem índio aculturado! O presidente da Scomi no Brasil, Hilmy Zaini, revelou que a base dos vagões que vão compor os trens do monotrilho em Manaus é composta por alumínio e pneus de borracha, que dão estabilidade, conforto e segurança a esse modelo de transporte. De acordo com ele, o monotrilho de Manaus, com seus dez trens – cada um com seis vagões -, deve utilizar 960 pneus, que precisarão ser substituídos a cada 30 mil quilômetros rodados.
Releitura –Ou seja, a cada 36h terão de trocar 960 pneus.  Se o de caminhão comum custa mil reais, isto significa que cada troca custa um milhão, vezes 20 trocas mês, os usuários terão de gastar 20 milhões/mês só com pneus. 0s 1.300 busões que tartarugam no nosso caótico trânsito fatura cerca de 30 milhões/mês. Ou seja, o monorilho só pagaria pneus com o que arrecadaria, e o resto de sua caríssima manutenção, quem paga? Subsídios do governo? Ou seja, dinheiro nosso para bancar “uma teimosia” como disse o senhor Amazonino Mendes. Na copa da África do sul a passagem do monotrilho ficou em 7 reais, subsidiada! Portanto Senhor Zaini, desculpe a franqueza, mas é simplesmente muita cara de pau um argumento desses. É imagininar que somos todos lesos. Não, aqui tem vivaldino que sobra no governo, mas leso nossa gente não é.

Matéria-prima regional
O sócio fundador da Scomi, Shah Hakim Zain, acenou o interesse da Scomi em regionalizar a linha de produção, utilizando na confecção dos pneus especiais para o monotrilho a borracha produzida pela fábrica do grupo Levorin (Neotec), que em julho começa a funcionar no Km 22 da AM-010 (Manaus-Itacoatiara).
Já Hilmy Zaini declarou, também, que as 12 toneladas de alumínio necessárias para a produção de um trem de monotrilho com as características do que deve ser implantado na capital Amazonense, podem ser compradas pela Scomi na própria região. A opção cogitada foi a fábrica da Alcoa, localizada em Juruti, na divisa do Pará com o Estado do Amazonas.

Releitura – Fabricam trem de monotrilho pra quem? Qual país está comprando? Só a índia tem uma obra dessas, e pequena. A outra em SP, vive questionada pela população. Só se vão construir para repor os que quebram na Malásia. E quanto a comprar produtos aqui não é mais que obrigação de empresas que vão receber tanto dinheiro do nosso povo. E certamente mais barato porque o frete da Nova Zelândia para Manaus ficaria muito caro. Abaixo o próprio presidente entra em contradição, e mostra que não é nenhum favor comprar aqui pois a distância barateia o produto, óbvio.

Segundo ele, atualmente os trens de monotrilho produzidos na Scomi em Kuala Lampur, na Malásia, utilizam alumínio comprado da fábrica Alcon, na Nova Zelândia.
Com o início das operações no Brasil – além de Manaus, São Paulo também possui um projeto de 20 quilômetros de monotrilho em fase de licitação – a empresa pretendia adquirir o alumínio necessário à linha de produção na fábrica da Alcon em Santa Catarina. Mas a proximidade do produto da Alcoa no Pará torna essa uma opção mais viável.
“É interesse da Scomi regionalizar a maior parte dos componentes possíveis. Comprar componentes na própria região reduz os nossos custos”, explicou.

Nova fábrica
Presidente da Comissão Adminstrativa e sócio fundador da Scomi Internacional, Shah Hakim Zain se mostrou um entusiasta de que Manaus seja a primeira cidade sulamericana a receber uma fábrica de trens da empresa, que hoje está presente em 29 países.
De acordo com ele, vencer a licitação para a construção do monotrilho em Manaus é decisivo para a instalação de uma fábrica da Scomi no Amazonas. Mas estados como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina também disputam o mesmo investimento.
“O Brasil é uma plataforma de investimento da Scomi na América Latina. E o Amazonas, por apresentar melhores vantagem tributárias para a implantação de uma fábrica. Fica habilitado para receber não apenas um centro de manutenção do monotrilho, como outros investimentos da Scomi, visando a expansão dos negócios para a América Latina”, justificou ele, que ainda ressaltou a visibilidade que a implantação do monotrilho em Manaus, às vésperas da Copa 2014, pode dar à empresa.
Shah Hakim Zain explicou que a fábrica da Scomi no Brasil será fundamental para abastecer os outros monotrilhos e projetos em andamento em toda a América Latina. Por conta dos projetos sendo elaborados e das licitações abertas, em São Paulo e Manaus, a proximidade com o mercado brasileiro se torna indispensável.

Releitura – Senhor Shah Hakim Zain, descartando essa falácia propagandística deste mausoléu ambulante, o senhor poderia ter feito melhor explicando aos nossos jornalistas a disparidade de preços entre o monotrilho de Mumbai e o de Manaus. Abaixo apresentamos o orçamento difundido por sua própria empresa, a Scomi,  para a obra de Mumbai – quatro vezes maior por apenas 830 milhões de reais. Quem estaria ficando com tamanha diferença doutor?                                                                                                                                                                          “A Scomi Engineering Bhd (“Scomi Engineering”) e sua parceira no consórcio, Larsen & Toubro (“L&T”), garantiram o Projeto de Monotrilho de Mumbai no valor de US$ 545,02 milhões (…). Por esse contrato, a Scomi entregará um total de 60 vagões para formarem 15 composições de 4 vagões. O projeto de monotrilho de Mumbai, cuja conclusão é estimada em 2011, é um percurso de 20 quilômetros entre Jacob Circle e Chembur, com uma estação central e aproximadamente 18 estações fáceis de usar e de alta segurança. Cada monotrilho com 4 vagões terá uma capacidade para acomodar aproximadamente 600 passageiros Releitura –226 milhões de dólares a mais para Manaus ter ¼ do que foi feito em Mumbai! Culpa do Braga, da praga, da FIFA ou será da nossa leniência que gera impotência pra impedir, além de uma obra burra esse assalto público e notório? Deus nos livre de gente assim, e dessa obra. (7em1)
*A repórter viajou a convite da Scomi Internacional

http://amazoniainforma.blogspot.com/2011/04/empresa-do-monotrilho-promete-cumprir.html