Diferentemente do que ocorre na indústria, o empresariado da construção tem se mostrado otimista em relação ao desempenho de suas empresas e da economia.

É o que mostra a 51ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada pelo Sindus­Con-SP com a FGV, que em fevereiro ouviu 190 empresários do setor no país. Os construtores estão ligeiramente mais otimistas do que no fim do ano passado, mas não tanto como há um ano. É que em fevereiro de 2011 o setor ainda se encontrava sob o impacto do desempenho de 2010, quando a construção havia registrado um crescimento recorde de 15%. Mesmo assim, a avaliação dos empresários sobre o desempenho de suas empresas e da economia nesta primeira sondagem de 2012 são muito bons.

Entretanto, persiste o principal gargalo: a escassez de mão de obra, especialmente de trabalhadores qualificados. Com o pleno emprego na construção, o desafio é duplo: atrair pessoas que hoje estejam na informalidade e elevar a produtividade daqueles já empregados no setor.

A boa notícia é que o Ministério do Trabalho está formatando uma proposta para criar duas novas formas de contratação: a eventual, quando o trabalhador for chamado para determinada tarefa, e aquela por hora trabalhada, idealizada para horários, dias ou períodos de tempo em que a atividade aumente. Essas formas de contratação, pensadas para aumentar o emprego formal no setor de serviços em segmentos como hotéis, bares e restaurantes, também deverão se aplicar perfeitamente à construção. Numa obra, determinadas funções são requeridas apenas em tarefas específicas, e há períodos com atividade mais intensa quando se necessita de um maior volume de trabalhadores.

O governo espera que, nessas formas de contratação, o trabalhador possa utilizar o tempo livre para investir em qualificação. No caso da construção, isso poderá ser facilitado pela utilização das verbas recolhidas ao chamado “Sistema S” (Senai, Sesi, Sebrae etc.), para multiplicar cursos profissionalizantes e oferecer vales-transportes, refeições e outros estímulos que motivem os trabalhadores eventuais e horistas a se qualificarem.

Outra providência relevante para elevar a atratividade da construção será desonerar encargos sobre a produção. Isso permitirá tanto elevar salários como investir em tecnologias e equipamentos que aumentem a produtividade.

O ambiente é mais que propício para esta desoneração, em face da necessidade de crescimento da economia brasileira num ambiente de desaceleração econômica mundial e guerra cambial. Poderia se começar, por exemplo, com o fim do adicional de 10% nas verbas rescisórias em demissões sem justa causa. Afinal, isso foi criado para evitar um rombo nos depósitos do FGTS por conta do pagamento das diferenças do Plano Verão, objetivo que já foi plenamente alcançado.

Janela 934 Diferentemente do que ocorre na indústria, o empresariado da construção tem se mostrado otimista em relação ao desempenho de suas empresas e da economia.

É o que mostra a 51ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada pelo Sindus­Con-SP com a FGV, que em fevereiro ouviu 190 empresários do setor no país. Os construtores estão ligeiramente mais otimistas do que no fim do ano passado, mas não tanto como há um ano. É que em fevereiro de 2011 o setor ainda se encontrava sob o impacto do desempenho de 2010, quando a construção havia registrado um crescimento recorde de 15%. Mesmo assim, a avaliação dos empresários sobre o desempenho de suas empresas e da economia nesta primeira sondagem de 2012 são muito bons.

Entretanto, persiste o principal gargalo: a escassez de mão de obra, especialmente de trabalhadores qualificados. Com o pleno emprego na construção, o desafio é duplo: atrair pessoas que hoje estejam na informalidade e elevar a produtividade daqueles já empregados no setor.

A boa notícia é que o Ministério do Trabalho está formatando uma proposta para criar duas novas formas de contratação: a eventual, quando o trabalhador for chamado para determinada tarefa, e aquela por hora trabalhada, idealizada para horários, dias ou períodos de tempo em que a atividade aumente. Essas formas de contratação, pensadas para aumentar o emprego formal no setor de serviços em segmentos como hotéis, bares e restaurantes, também deverão se aplicar perfeitamente à construção. Numa obra, determinadas funções são requeridas apenas em tarefas específicas, e há períodos com atividade mais intensa quando se necessita de um maior volume de trabalhadores.

O governo espera que, nessas formas de contratação, o trabalhador possa utilizar o tempo livre para investir em qualificação. No caso da construção, isso poderá ser facilitado pela utilização das verbas recolhidas ao chamado “Sistema S” (Senai, Sesi, Sebrae etc.), para multiplicar cursos profissionalizantes e oferecer vales-transportes, refeições e outros estímulos que motivem os trabalhadores eventuais e horistas a se qualificarem.

Outra providência relevante para elevar a atratividade da construção será desonerar encargos sobre a produção. Isso permitirá tanto elevar salários como investir em tecnologias e equipamentos que aumentem a produtividade.

O ambiente é mais que propício para esta desoneração, em face da necessidade de crescimento da economia brasileira num ambiente de desaceleração econômica mundial e guerra cambial. Poderia se começar, por exemplo, com o fim do adicional de 10% nas verbas rescisórias em demissões sem justa causa. Afinal, isso foi criado para evitar um rombo nos depósitos do FGTS por conta do pagamento das diferenças do Plano Verão, objetivo que já foi plenamente alcançado.

FONTE: Sinduscom-SP (Na FSP)