Análise do Blog – Como é bom um país em que as leis são altruístas, atualizadas e a Justiça funciona em tempo real. Aqui, além de não termos leis para todo o conjunto de crimes possibilitados pela internet – este recurso tecnológico que apesar de recente  conquistou a todos no mundo inteiro – nos faltam leis e penalidades severas para os abusos da imprensa, para o desleixo de professores, para os assaltos dos auto-pastores – o negão da  Igreja Mundial do Poder… do deus dele está negociando uma ridícula TV (canal 21 UHF) por 700 milhões!!… quase um bi!!; e faltam leis concretas (e para serem justas, salgadas) contra as filas nojentas e desumanas dos bancos, inclusive os públicos que lucram 10 bilhões ao ano e deixam o povo – mihares de pessoas – no sol e na chuva, de pé, por horas, diariamente; etc. etc…

Neste caso, o crime ocorreu entre novembro de 2010 e outubro de 2011. Em outubro passado ele foi preso, agora já foi julgado e condenado. O mensalão – que nos alegra por não ser mais uma trapaça jurídica tão comum em favor dos políticos –  aconteceu 10 anos atrás!

A Notícia – Tribunal norte-americano de Los Angeles condenou Christopher Chaney, que violou contas eletrônicas de outros famosos da música e do cinema

Um juiz federal de Los Angeles condenou onte, 17-12, o hacker Christopher Chaney a dez anos de prisão por haver entrado ilegalmente nas contas pessoais de Internet de Scarlett Johansson, Christina Aguilera y Mila Kunis, y haver feito públicas fotos das celebridades nuas. Christopher Chaney exercia uma atividade ilícita e que Hollywood temia. Violava contas de e-mail e telefones de nomes famosos do mundo do espetáculo e do cinema e, dessa forma, ficava na posse de intimidades e segredos. Por vezes, roubava fotos. Apanhado e julgado, vai cumprir dez anos de prisão.

Chamaram-lhe o homem que hackeou Hollywood, um hackerazzi, entre outros nomes. Christina Aguilera, Mila Kunis, Renee Olstead também se viram envolvidas nas atividades ilícitas de Christopher Chaney, 35 anos, que se apropriava de informação financeira e mesmo argumentos cinematográficos graças aos seus conhecimentos informáticos.

O grande público ficou a conhecer as suas atividades sobretudo a partir do momento em que fotos íntimas de Scarlett Johansson, algumas em que a actriz era vista seminua, caíram no domínio público. A atriz, de 28 anos, afirmou-se “humilhada e envergonhada” com as consequências. “Julgo que a atividade de Chaney é a de um pervertido”, declarou durante o julgamento. No seu depoimento final, gravado em vídeo, a atriz surge chorosa com a  violação de privacidade de que foi vítima. Foi ela em quem apresentou queixa às autoridades federais.

Além dos dez anos de prisão, Chaney foi também condenado a pagar 76 mil dólares a Johansson, Aguilera e Olstead. O arguido, natural de Jacksonville, na Florida, declarou-se culpado em Março, na tentativa de obter um acordo. Enfrentava 26 acusações, que lhe poderiam ter valido 121 anos de prisão, se tivesse sido condenado à pena máxima por cada uma delas. Perseguido durante 11 meses pelo FBI, foi detido em Outubro do ano passado. Agora, Chaney mostrou-se arrependido.

“Além de pedir desculpa, não sei o que dizer”, disse Chaney. “Podem proibir-me para sempre de mexer num computador. Não me importo”, acrescentou.

O juiz S. James Otero, que teve o caso em mãos, foi além do que pedia a acusação, que propôs seis anos de prisão. Porém, o magistrado considerou que haveria preocupações com a capacidade de Chaney se controlar, lembrando que este mostrou um intenso desrespeito pela vida das vítimas. “Este tipo de crimes são perniciosos e tão graves quanto o assédio físico”, defendeu o juiz. Além disso, Chaney continuou  a perseguir as suas vítimas, mesmo depois de o FBI ter apreendido o computador onde teria uma lista com dados pessoais dos alvos e numerosas fotos pessoas de celebridades. A reincidência levou o juiz a reforçar a pena aplicada.

A cantora Christina Aguilera deixou um testemunho sobre algo que se perdeu para sempre. “A sensação de segurança nunca mais poderá ser recuperada. E não há compensação que possa reparar tamanha invasão de privacidade”, frisou Aguilera.

Fonte: www.publico.pt