Análise da Notícia – Ignorante ou doutrinada?- Na verdade, parte é ignorante mesmo, os estudantes de hoje já não leem como as gerações anteriores, tornando seu campo cultural bastante limitado, e além do prejuízo intelectual essa lacuna facilita a doutrinação de quem de fato domina a mídia, qual seja, a soma de governos com o alto empresariado e principalmente  o sistema financeiro – seu godfather . E todos estes poderosos são, em ampla maioria, anti Igreja, quando não protestantes, ateus e ou esotéricos,

E a soma da ignorância com o interesse doutrinário faz com que a Igreja sofra, dia e noite no teclado e nas bocas de quase todos eles. Obviamente existem bons jornalistas, mas estes esbarram em outro problema: o seu veículo (seja rádio, Tv, site…etc, tem linha editorial imposta pelos donos), que obedece aquela citada e imponente maioria, daí a falta de liberdade e criatividade da classe, a nível mundial.

Ao responder sobre a “divisão’ na Igreja, Federico Lombardi, com a gentileza, cultura e inteligência natural no seio da Igreja, foi ao mesmo tempo educado e claro, colocando acima dos diferentes pontos de vista o que de fato é importante mas a maldade ou burrice não os deixa perceber:”as diferenças podem ser construtivas ou destrutivas, o que conta é o amor ou o egoísmo” que move tal atitude. E concluiu pedindo “mais realidade’ na informação, ou seja, o óbvio, o dever profissional de quem tem -e deveria ter – ética na informação.

A Notícia: A “briga dentro da Cúria” não corresponde à realidade 

Comentando sobre a tendência de certas publicações sobre “tensões, luta de poder e conflito”, o porta-voz do Vaticano definiu como uma atitude que “na maioria dos casos vai além da realidade”. Essas deformações dos meios de comunicação refletem o fenômeno do “Concílio real” contradizendo o “Concílio das mídias”, como descreveu Bento XVI no seu último encontro com o clero romano. Convém que nas próximas semanas a imprensa passe uma imagem da sede vacante “mais próxima da realidade”.

O conceito de “divisão na Igreja”, além de tudo, é um “debate amplo” e complexo, comentou Pe. Lombardi. Em qualquer instituição “há uma diversidade de pontos de vista, que faz parte da dinâmica normal de toda instituição”. Isto não é em si um fato positivo ou negativo: as diferenças podem ser “destrutivas” se levam à “falta de amor”, ao “egoísmo” e ao “pecado”. Por outro lado, pode ser construtivo e eficaz o “confronto que leva a encontrar juntos o caminho da comunidade”.

Bento XVI é um Pontífice que sempre se preocupou com “a unidade da Igreja”, com o “empenho ecumênico”, portanto, a “briga dentro da Cúria”, na opinião de Pe. Lombardi , não “corresponde à realidade”.

“Se existem diferenças de opinião, estas fazem parte de uma dinâmica normal”, concluiu o responsável da Sala de Imprensa do Vaticano.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, falou principalmente da nomeação do novo presidente do IOR (Instituto para Obras de Religião), sem desprezar alguns aspectos relacionados ao período da sede vacante e a transição para o novo pontificado.

Respondendo a pergunta de um repórter sobre a possível influência do cardeal John Tong, primeiro cardeal chinês da história a participar de um conclave, Pe. Lombardi disse que esta presença reforça a “dimensão asiática” e “enriquece o colégio cardinalício”.

O Cardeal Tong “é bem-vindo” e sua contribuição será escutada “com atenção”, mas não deve criar um “relevo específico sobre a relação entre a China e da Igreja”.

Algumas incógnitas surgiram sobre o destino da biblioteca do Santo Padre: dificilmente os volumes permanecerão no convento Mater Ecclesiae, onde Ratzinger vai estar depois de passar alguns diasem Castel Gandolfo, no entanto, “haverá uma doação significativa de livros importantes que o acompanham”. Permanecendo no Vaticano o ex-Pontífice pode conseguir qualquer livro que não esteja na biblioteca do mosteiro.

Sobre os documentos do Papa – que normalmente são embalados e transferidos para o Arquivo Secreto toda vez que um papa morre – desta vez serão divididos entre os documentos pessoais, que acompanharão Ratzinger em sua nova residência e os de trabalho, que terão outro destino.

Fonte: Zenit