Análise no Blog – A chamada “Primavera Árabe” pode dar margem ao pensamento de que o resultado (pro democracia) é pífio como as eleições no Egito fizeram incontáveis jornalistas escrever na mídia mundial, mas a realidade é diferente.

Quando Bush invadiu o Iraque o mundo inteiro o repeliu, e pelo desdobramento da guerra, seu alto risco e custo, além do grande número de norte americanos mortos, ele perdeu a eleição para o falastrão Barak Obama  um Lula mais culto. Mas além da defesa dos valores republicanos que para os verdadeiros cristãos são amplamente superiores ao liberalismo comunistóide dos democratas nos EUA, a invasão do Iraque foi a grande obra de Bush.
Ao decidir pela deposição que levaria  à prisão o pequeno Hitler que era Sadan Hussein, e consequentemente impor uma democracia no Iraque, Bush escreveu seu nome na história mundial pelos próximos mil anos. Repetindo o papa João Paulo II, “embora ainda precise ser muito melhorada, a democracia é o melhor sistema que o ser humano conseguiu desenvolver, é visível a alegria e o entusiasmo dos povos após a queda de governos ditatoriais”. E aqui jaz o mérito milenar de Bush: esse sistema “infecta” os vizinhos, e a revolução na Tunísia, Egito e Líbia, são já os primeiros frutos que vai, com o tempo, contaminar todo o Oriente médio.
Democratizados, mesmo ainda imberbe a democracia nestes países, ela vai melhroando como foi no Brasil e em todo país que venceu as ditaduras. Daí, com mais tempo, virá a integração do Oriente Médio aos organismos mundiais que garantem a não proliferação de armas, o crescimento entre eles da solidariedade que se vê, por exemplo, na comunidade inglesa (Grã Bretanha, Austrália, Canadá, Irlanda e EEU) que estão sempre juntos (Malvinas, Iraque…), independente de suas fronteiras e situação econômica, bem como vemos a união da Europa nestes tempos de dificuldades econômicas.
Estas mudanças levarão àquela que é a mais importante para os povos árabes do futuro, o respeito às diferenças religiosas que o Alcorão e sua religião ainda não permitem, o que abrirá caminho para futuros novos São Judas re-cristianizarem os muçulmanos, ainda presos a uma religião criada por um típico Simon Bolivar.
Quanto à minha afirmação de que Bush deseja de ser lembrado para sempre, todo político de verdade sonha ser um estadista, e isto se consegue por tomarem decisões ousadas e ao final revolucionárias – para o bem, para o progresso.
Quanto às profecias milenaristas (fim do mundo), considero que se o mundo é de fato velho, a humanidade é muito jovem e Deus “ainda precisa” de muito tempo para re-encher o céu com os Santos que substituirão os anjos por Lúcifer seduzidos, e as profecias de São Paulo (entre elas a conversão dos Judeus) mostram que faltam ainda muitos séculos para  a Parusia, a construção da Jerusalém celeste.
Quem vê o mundo à beira do fim precisa é de trabalhar e economizar mais, se drogar menos, para de ver telejornal e ler jornal ou curar sua depressão, porque no universo e óbviamente nosso planeta, é tudo tão lindo, vivo, pulsante, e tão rico de alternativas, soluções e potencialidades reais, visto que Deus, como Pai que é, nos deixou todas as condições para termos SEMPRE tudo o que, como filhos que somos, a humanidade precisa para viver, inclusive o Seu Reino que começa aqui.

A matéria – Sem Khadafi, região tem nova ‘equação de poder’

Paula Adamo Idoeta

Da BBC Brasil em Londres

Extremistas islâmicos têm tomado o controle de cidades no norte do Mali

Seis meses após a morte de Muamar Khadafi, enquanto a Líbia se prepara para suas primeiras eleições livres em 42 anos, neste sábado, os desdobramentos da revolução no país não se limitam a suas fronteiras.

A derrubada do coronel Khadafi, morto em outubro do ano passado, mudou “a equação de poder” em diversos países norte-africanos e da região do Sahel (faixa de território subsaariana que vai do leste ao oeste do continente), explica à BBC Brasil William Lawrence, diretor de África do Norte do International Crisis Group.

“Khadafi tinha um grande papel não apenas ao apoiar Estados, mas ao se envolver com a formação política de movimentos e tribos na região”, diz Lawrence.

A seguir, o analista explica os principais efeitos que as mudanças na Líbia tiveram nos países ao seu redor:

Insurgências e nova dinâmica de poder

O Mali é um dos mais afetados por insurgências pós-Khadafi. Em 21 de março, um golpe realizado por tropas rebeldes derrubou o governo do presidente Amadou Toumani Touré. O norte do país virou um território parcialmente dominado por rebeldes da etnia tuaregue, que declararam a criação de uma região autônoma – armados provavelmente com armas que obtiveram após lutar ao lado de tropas de Khadafi.

“É difícil saber se o Mali não teria sofrido o golpe independentemente da queda de Khadafi ou não”, aponta Lawrence. “Mas a morte do líder líbio deu poder aos tuaregues e enfraqueceu o governo malinense. Além disso, a reação ao golpe teria sido mais rápida se não tivesse havido a desestabilização na Líbia.”

Agora, o norte do país enfrenta também uma insurgência islâmica: o grupo Ansar Dine, que teria ligação com a Al-Qaeda, assumiu o controle da cidade de Timbuktu no início de 2012.

No Chade, que faz fronteira com a Líbia ao norte, a tensão é com o grupo étnico seminômade tabu, que em sua maioria lutou ao lado dos rebeldes líbios. Agora, eles enfrentam a tribo zwai pelo controle da região, em confrontos que deixaram dezenas de mortos nas últimas semanas.

Mudanças na configuração de poder regional também afetaram as relações com o Sudão, cujo governo apoiou os rebeldes líbios. Ao mesmo tempo, Khadafi apoiava milícias que agiam na conflagrada região de Darfur. “Por isso, acordos de paz naquela região sempre envolviam Khadafi”, afirma Lawrence. Agora, a situação ali tende a ficar mais volátil. “Além disso, corredores de ajuda humanitária a Darfur passam pela Líbia. Ficará mais difícil levar ajuda humanitária para lá.”

Tráfico de armas e drogas; terrorismo

A ausência de um poder central linha-dura como o de Khadafi aumentou a volatilidade das fronteiras, abrindo novas rotas para o tráfico de drogas.

Mãe e filho vítimas da seca no Senegal, na região do Sahel. (AP)Instabilidade é agravada por seca, que provoca uma crise de fome no Sahel

Lawrence afirma que rotas do narcotráfico originárias da América Latina agora estão passando pelo instável Mali, visto como um país de Estado fraco.

O mesmo vale para o tráfico de armas, com o agravante de que o armamento que pertencia ao Exército de Khadafi mudou de mãos e atravessou fronteiras.

“Muitos dos conflitos dessas fronteiras têm a ver com o controle de rotas de tráfico e o contrabando, agravados por disputas étnicas”, afirma o analista do Crisis Group.

Há, ainda, mais um fator explosivo: o extremismo, que preocupa países como a Argélia. “O país é um dos que recebeu fluxos de armas contrabandeadas da Líbia e é de onde o braço da Al-Qaeda no Mali é controlado”, explica Lawrence.

Tragédia humana

Os conflitos na Líbia e, em seguida, no Mali geraram grandes fluxos de refugiados a países como Níger, Mauritânia e Tunísia, provocando focos de crises humanitárias.

Ao mesmo tempo, há relatos de que milícias do sul da Líbia estariam detendo migrantes e praticando o tráfico de pessoas, aproveitando-se da sensação de “terra sem lei” vigente na região, segundo o especialista.

Para agravar a situação, a região do Sahel vive uma seca aguda, despertando temores de que passe por uma das mais graves crise de fome da atualidade, segundo a ONU.

Com a instabilidade e a insegurança das fronteiras, fica mais difícil para as agências humanitárias levarem ajuda às pessoas mais carentes.

‘Falsa estabilidade’

Lawrence ressalta, porém, que todos esses problemas já estavam presentes na região – “mas poucos prestavam atenção neles. O que está acontecendo agora é que as dinâmicas regionais estão mudando”.

Para ele, regimes linha-dura como o de Khadafi criavam “uma falsa sensação de estabilidade”.

Ele diz ainda que a pacificação da Líbia e do seu entorno virá somente após um caminho árduo: “A solução não passa por voltar à ditadura, mas sim por governos firmes e legítimos no curto prazo, e desenvolvimento no longo prazo.”