Análise da Notícia – Uau!… um país influente finalmente se agiganta diante dos diabólicos modismos que a cultura comunista impõe à maioria das nações, visto que depois do filósofo Antonio Gramsci, até os governos capitalistas e social democratas foram poluídos por esta doutrina ateia, materialista e desalmada. Mas nós, povo arredio à leitura, sequer sabemos o que é comunismo, e muito menos o atual, que não mais extermina 20 milhões de europeus em 30 anos nem prende nos Gulags quem escreve contra ele.

Para essa grande maioria de conterrâneos de brasilidade, entender o porquê da manifestação em Paris – e sua importância para o mundo – deve-se começar levando em conta obviamente as consequências mínimas das nações que implantaram a tese comunista desenvolvida por Friedrich Engels e Karl  Marx no final do século XIX. Suas primeiras vítimas foram a Rússia e os países por ela dominados na Europa Oriental e depois a nossa vizinha Cuba. Aqueles se livraram do modelo nos anos 80, Cuba continua presa a ele, mas, finalmente, neste início de 2013 permitiu ao seu oprimido povo a abertura de comércios próprios. No oriente, apesar do magnífico exemplo da Coréia do Sul que é rica e culta, a Coréia do Norte continua pobre e analfabeta porque comunista ou o contrário, comunista e analfa porque pobre. Ao lado, a China livrou sua sua economia desse jugo, se tornou uma potência capitalista quanto à produção, mas na  política mantém a ditadura comunista contra seu povo.

Como fez com a Rússia e as nações que ela invadiu nos anos  50 e 60, este modelo econômico quebrou ou endividou brutalmente quase todos os países da Europa central que praticam no governo o socialismo democrático mas na cultura continuam profundamente comunista – é o ´efeito Gramsci´. Engraçado ou triste é que este modelo eleitoralmente democrático mas econômica e culturalmente comunista que levou a Europa ao regresso financeiro e social vem sendo implantado na Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina, e com mais dificuldades e não menos teimosia, no Brasil.

Sim, para tristeza da maioria do povo brasileiro, desde João Goulart, acentuado pelo socialista ateu FHC e em seguida multiplicado em potência pelo petismo que tem sido menos sanguinário porém mais oportunista e mais corrupto que Stalin, esta doutrina opressora já besuntou o Brasil, já é bem conhecida do povo brasileiro; ou pior, é mais vivida que conhecida por quase toda a nossa gente. Nosso país tem uma economia capitalista, mas a mentalidade legislativa imposta pelo executivo é culturalmente tão fiel a Gramsci quanto Fidel ou Raul Castro. E esta mesma mentalidade socialmente comunista impregnou os pensadores e a mídia, construindo o modus vivendi da maioria da população brasileira

“O importante é ser feliz”, “cada um é dono do seu corpo” e “cada um faz o que quiser com a sua vida”, já estão entranhados no inconsciente da civilização brasileira contemporânea. E por este e outros “insights” midiaticamente inoculados que a maioria sequer percebe, milhões de patrícios já não consideram a família como núcleo fundamental da sociedade; dão a mesma importância do lar às creches; e também concordam que o governo deve controlar a natalidade; que o aborto deve ser legalizado; que o sexo precoce é natural;  que o divórcio deve ser regra e não exceção; que a promiscuidade sexual é uma diversão normal e por isso não merece apenas espaço na mídia ou horário nobre, mas horário integral em praticamente todos os veículos de comunicação do país.

Essa pressão orweliana (aquele olho eletrônico que a todos vê, policia e induz), trouxe para moças e mulheres das mais simples às mais influentes famílias da nação, uma moda moderníssima, desculpe, velhíssima – aquela que as prostitutas vestiam de noite nos cabarés dos anos ‘60. Nas mesas de almoço, jantar ou café, nas ruas e shoppings,  elas agora excitam a todo homem normal. Como vacas no açougue destrincham-se parte por parte e mostram se toda; o cliente é quem nela escolhe o que o atrai para o mesmo fim: o sexo inconsequente, a marturbação ou os pensamentos impuros que corroem silenciosamente a autêntica virilidade masculina – a qual inclui o auto controle até no pensamento. Esse sexo depravado é a nova UTI – última tentativa do indivíduo – contra a depressão ou vacina anti solidão que o próprio sistema causa, porque a família, a temperança, o amor ágape, e uma realidade histórica positiva e feliz – que é a construção de um lar – abominam e combatem como modernos comunistas que são, mesmo cientes de que essa doutrina jamais ofereceu contra estes valores sagrados, nem melhor e nem maior opção.

Desculturar uma nação é parte estratégica desse cultura. Daí a construção de canais de dependência do povo como massa que é, viciando-o em hábitos inúteis como o falso jornalismo, o lazer idiota e a pseudo diversão, fazendo de programas canais de doutrinação do povo em geral. Traduzindo, o futebol, que como esporte é nobre para ser praticado por qualquer um, foi elevado à categoria de paixão nacional, nossa juventude masculina torce como se isso fosse algo importante, disputa fatal ou honra nacional, quando era pra ser apenas uma diversão passageira de cada semana, tão sério como horóscopo. A novela que deveria ser um romance inventado para distrair, virou sala de aula, formação de uma sociedade barulhenta, consumista, fútil e promíscua. O noticiário  é pautado pelos fatos de forma distante e fria – a análise, e principalmente inteligente e/ou honesta, ensina e isso não pode. o JN é líder desde que nasceu, em 1994 e tanto no de amanhã como no de ontem a seleção das notícias tem o mesmo propósito, ser acrítico para assim manter a sociedade. É tão cara de pau que até os âncoras são siameses! Cid Moreira, Sérgio Chapelin e W. Bonner só trocam de idade.

Mas fácil pra o entendimento, é comprovar como estes meios mudaram pra pior a nação, naquilo que lhe é mais comum, a linguagem. Hoje, na boca de ricos e pobres, cultos e analfas, perto de qualquer criança ou irmã de caridade, o vocabulário dos traficantes presidiários virou expressão nacional, os palavrões fluem como se fossem néctar. Cará… fhod… e porr… viraram exclamações e vírgulas corriqueiras nos diálogos de todas as classes e idades, do netinho ao vovô, do pião ao doutor. Xô satanás! Para tal “conquista” o futebol e a novela receberam um coadjuvante poderoso para que a massa feminina fosse adestrada à aceitação e igual costume: a música dos ritmos mais populares virou fábrica de palavras, frases e refrões de sexo animal – e toca em qualquer rádio, Tv, carro, como se as crianças fosse todas surdas.

E assim “a maior nação católica do mundo” – e infelizmente uma das menos culta em Sã Doutrina do globo terrestre – foi transformada por uma dúzia de sagazes sindicalistas esquerdistas que vivem do suor dos próprios colegas, num pasto comunista. Pasto cuja sandice engeliana não parou na depravação e aculturação do povo. Continua no Senado um Projeto de Lei único no mundo: o PNHD 3 que visa fazer do homossexualismo – em todas as suas variantes (homem com homem, mulher com mulher, formando duplas de sexo igual adotando filhos e formando pseudo-famílias) – condutas naturais. E mais feroz ainda, propondo direitos muito superiores ao homem e à mulher que o livro do Genêsis relata e o bom senso confirma. Daqui para a eutanásia, a pena de morte e a ditadura política – sem a máscara eleitoral como temos tido e só o dinheiro possibilita – é um passo. E é histórico.

Acontece que para um governo com muito dinheiro e pouco escrúpulo cristão, comprar deputados, senadores, partidos, empresas, mídia, e ao mesmo tempo triplicar a fortuna de banqueiros e dar migalhas da riqueza nacional e da dívida pública que constroem a 15% de pobres é fácil e gratificante. Mas para impor plenamente esta nova ideologia ele depende de muito mais. Depende dos idealistas de reta intenção, depende daqueles militares que pensam mais na pátria que no bolso, e principalmente de uma instituição única no mundo, e que não tem preço: a Igreja Católica.

Quem discorda é porque não a conhece ou conhece apenas alguns verbetes de fatos acidentais negativos em 2 mil anos de história – os quais, inclusive, o santo padre João Paulo II já pediu perdão (pelas faltas humanas cometidas em nome da Igreja), e eles são incapazes de perdoar porque sequer entendem a profundidade do perdão cristão. Ela, na sua unidade, história e independência, é a única Instituição capaz de denunciar os abusos quando o povo é refém da mídia ou da opressão dos governos como tantas vezes ocorreu na história universal e mais atual, podemos citar o combate a Hitler na Segunda Guerra Mundial, e mais perto ainda a dureza de João Paulo II contra a invasão do Iraque pelo presidente Bush.

Daí que, apesar de tantos soldados e tanques perderem batalhas para padres de chinelos nos pés e rosários nas mãos, os comunistas brasileiros optaram por tentar reduzir a Igreja Católica a uma minoria, senão devolvê-la às catacumbas. E como para tal propósito melhor tática não há que fomentar e subsidiar a “concorrência” e ajudá-la para se enriquecer e se multiplicar, todo brasileiro é testemunha do assalto a mão desarmada que os modernos pa$tores verde-amarelos cometem contra o povo.  E matéria desta semana na mídia europeia mostra os patrimônios dos principais Luteros tupiniquinsO modelo(sic) Edir Macedo, tem quase um bilhão de patrimônio, Valdomiro Santiago 150  milhões e RR Soares 70 milhões de reais, embora o Evangelho determine aos (verdadeiros) discípulos não possuir sequer duas túnicas (Lucas 3: 11). E claro, essa dinheirama imoral lhes permitem crescer e cresceram, como o IBGE comprova que os protestantes eram 17% há 15 anos e agora beiram 30%.

Mais dramático é que não há Congresso Nacional nem Ministério Público capaz de enfrentá-los e prender. É tão forte este esquema que o mesmo STF capaz de condenar os maiorais corruptos do governo petralha (via mensalão), não consegue prender por charlatanismo religioso e enriquecimento ilícito (vendem o que não entregam), essa laia criminosa que se auto proclama pastores (das igrejas, sic) de NS Jesus Cristo. Mas óbvio, isto não é fruto do acaso, e sim da poderosa elite brasileira, que tanto aprovam a escalada monetária criminosa dos auto-pastores quanto fazem vista grossa ao esoterismo kardec-budista produzido pela rede Globo, como se verdade fosse

Para tão grande e poderosa grei anti Cristo, o fim justifica os meios, o importante é enfraquecer aquela que pode lhes por o “dedo na cara”, como a Igreja fez contra a ditadura de 1964, ao proteger intelectuais perseguidos, e depois lançar a campanha da fraternidade com cunho eminentemente político-contestatório, primeiro golpe público que ela recebeu depois de instalada no país.

A sorte de muitos brasileiros – dentre os quais graças a Deus e a meus pais sou um deles – é conhecer a história universal que inclui a história da Igreja, e saber que esta tentativa   renhida dos comunas brasileiros de destruir a Igreja é em vão. Em S. Mateus 16,18; S.João 10,16 e 17-22,23, entre tantas outras passagens, os Evangelhos são cristalinos quanto à eternidade e superioridade única da Igreja que Jesus Cristo instituiu para todos.

E tranquiliza a todos nós brasileiros ainda fiéis ao santo padre, lembrar que muito mais competente e radical que o Brasil do século XXI, a Inglaterra já tentou destruí-la 500 anos atrás, e hoje seu povo volta dócil como cordeiro ao Seio da Noiva do Senhor – que lhe é fiel, e não polígamo muçulmano. Ou recordar Napoleão que com seu poder mandou prender o Papa e anunciou que não mais se elegeria nenhum outro. Mas poucos anos depois pediu ao novo Papa um sacerdote para confortá-lo no cárcere onde ficou preso.

Encerrando, reconheço que o texto acabou focando na Igreja… isto porque ela é a grande inimiga do seu maior inimigo que é também nosso, o comunismo; doutrina materialista opressora e charlatã das igualdades que chega ao ponto de querer tratar a estranha relação de dois homens ou duas mulheres como casal, um mero contrato entre dois homens ou duas mulheres como matrimônio, e crianças como filhos – normais –  a serem por eles educados(sic).

Por tudo isso e muito mais, o que os franceses fizeram nesta semana – apesar da demente hedonização que ronda a Europa – é um fato histórico que vai abrir mentes e fomentar reações contra uma moda que – se majoritária um dia – ameaça sem um tiro ou bomba a própria raça humana; afinal, é científico e notório que estes casais são estéreis.

Marcha para Todos fez história e vai espalhar sua luz e seu vigor mundo afora. Mas é preciso frisar que combater a peste da cultura comunista não implica em adubar preconceitos contra ninguém. E neste caso particularmente contra quem sofre da doença – como é considerado pela Sociedade Americana de Psiquiatria e pela Igreja – os homossexuais. Amar o pecador sem entretanto concordar com seus atos – porque odiar o pecado é ordem de Cristo – é o mínimo que não só o cristão, mas todo ser humano civilizado deve fazer.

Por nossa pátria e a felicidade geral da nação, marchemos todos para Paris, ainda que a nossa Paris seja aqui.

A Notícia –  MANIFESTAÇÃO PARA TODOS

Um milhão de pessoas marcha em Paris em defesa da família tradicional

Por Anita Sanchez Bourdin

“Na Espanha, não acreditávamos que os franceses iriam reagir”, diz Serena Asunción, que, apesar do frio e da chuva, não desistiu de ficar no Champ de Mars, microfone na mão, para entrevistar os participantes da Manif Pour Tous, realizada em Paris neste domingo, 13. A iniciativa francesa surpreendeu no exterior.

A “Manifestação para Todos” reuniu cerca de um milhão de pessoas para protestar contra o projeto do governo de François Hollande, “que quer abrir o casamento aos casais do mesmo sexo, como afirma o título oficial do texto”, discutido pela Comissão das Leis da Assembleia Nacional francesa.

Mas por que tantos franceses foram juntos para as ruas? Com os pés na lama, a jornalista espanhola está ainda mais espantada com a presença, no evento, de um grupo de pessoas homossexuais, entre elas um corajoso professor espanhol, Philippe Ariño, que publicamente afirmou “praticar a abstinência” e “viver uma fé intensa em Jesus e um profundo amor pela Igreja”.

Significativa também era a presença dos Poissones Roses (Peixes Rosa) e da associação Mais Gays sem Casamento, de Xavier Bongibault, além de muitos representantes de diferentes religiões, cristãos, judeus, muçulmanos, prontos para protestar principalmente contra a adoção de crianças por casais homossexuais.

A multidão ouviu com atenção a leitura da carta ao presidente François Hollande.
Quando centenas de milhares de pessoas cantam “Hollande, a tua lei não é bem-vinda”, com respeito, mas com determinação, é porque algo importante está acontecendo. As convicções pessoais estão alçando a voz.

O animador passa o microfone para diversos representantes da multidão. O carisma de Frigide Barjot, cuja energia iria varar a noite, cria vínculos de amizade que fazem dançar e dar as mãos. É um protesto contra um projeto de lei, mas sem violência.

Nenhum slogan de partido é destacado; é apenas o anúncio de uma humanidade comum, unida na diversidade: homens, mulheres, crentes, não-crentes, jovens e idosos, pessoas em cadeira de rodas ou de pé, famílias, solteiros, funcionários, cidadãos. Todos mostrando juntos que a “diversidade” não é fácil, mas é uma realidade fértil e educativa.

“Nós não organizamos isto junto com as religiões”, disseram os organizadores. “Pelo contrário, o nosso slogan é: leigos e religiosos, venham como vocês são!”.

Quando conversei com um viúvo de 90 anos, que não foi ao evento, mas acompanhou tudo pela televisão, e lhe contei que eu iria de bicicleta para fotografar e postar minhas fotos na versão francesa de ZENIT, mas que eu não escreveria nada, ele respondeu: “Mas temos que escrever alguma coisa”.

E o que poderíamos escrever? O governo francês conhece os números. Isto é essencial. A bola está no campo deles. Quem marchou não vai baixar a guarda. Esses também conhecem os números. Temos pontos de referência, da JMJ de 1997 ao concerto de Johnny. Temos as fotos tiradas do alto da Torre Eiffel.

Manif ultrapassou um milhão de manifestantes, apesar do nervosismo após os recentes ataques em Mali e na Somália, e apesar do céu cinzento, do frio, da chuva, do inverno.

O que mais eu posso escrever? Que a primeira bandeira que vi desfilando na Place d’Iena, sob a estátua equestre de George Washington, trazia escrito em letras garrafais: “Matrimoniófilo, e não homofóbico”. E a primeira que vi no Champ de Mars: “Não destruam as referências”. “Papai + Mamãe”, a referência para toda criança, é o que o presidente da Mais Gays Sem Casamento repetia: “Eu tenho sorte de ter um pai e uma mãe”.

Todo mundo diz, em suma, tanto em Paris quanto em Roma ou em qualquer outro lugar, que aqueles valores em que a sociedade se baseia “não são negociáveis”. O contrário seria um “gol contra”.

O site da Manif, hoje, diz simplesmente: “Éramos um milhão! Obrigado!”.

Fonte: Zenit