(Esta matéria é postada em homenagem aos fofoqueiros que disseram que a deputada do baixo clero, Marinha Raupp, teria me obrigado a fechar o site 7em1 – sobre isso veja editorial neste blog.)

 

Além de nomear cabos eleitorais para cargos de primeiro e segundo escalão no governo Confúcio Moura, incluindo órgãos estratégicos como a Seplan e o DER, o casal Valdir e Marinha Raupp inferniza dia e noite o governador com o propósito de comandar também as importantes pastas da Educação e Saúde.

 

“Eles querem o governo” disse um assessor que pediu sigilo quanto ao seu nome. Alexandre Muller, da Sesau, já informou que deseja sair mas por uma “decisão de foro íntimo”, porém nem esta realidade freou a volúpia do casal de Rolim de Moura pelo anseio de indicar seus “almeidas’ para a espinha dorsal social do governo, as pastas da Saúde e da Educação.

 

Políticos pequenos, nada estadistas são assim, em cada tempo um grupo. Prova esse mau princípio o atual Secretário chefe da Casa Civil, Ricardo Sá Vieira. Ele foi, por muitos anos, fiel escudeiro de Marinha Raupp em Ji-paraná e, durante anos, advogado gratuito das campanhas do PMDB no interior. Mesmo assim sofre ferrenha perseguição da dupla desde a eleição da ALE. Seu nome foi fritado sem óleo nos sites e blogs politiqueiros da capital, certamente influenciados pela dupla parlamentar que chegou a ir juntos, pessoalmente e tarde da noite à casa do governador, em Ariquemes, pra exigir a cabeça do velho e leal companheiro. Lá, tiraram do paletó ou da bolsa o soterrado nome do promotor aposentado Tomás Correia, o pior prefeito da história de Porto Velho, e agora primeiro suplente do senador Valdir Raupp. Ele deveria substituir Ricardo Sá. Confúcio, sempre zen, ouviu, ouviu, e disse, “vou analisar”.

 

Com esta resposta os simples mortais puderam aprender que “vou analisar” significa o mesmo “fale com o almeida”, dos tempos do Raupp, ou seja, é a senha para o que é para enrolar, não resolver, não atender, não decidir. Nos quatro anos que ficou à frente da Casa Civil, o (cun)cunhado de Raupp, José de Almeida Jr decidiu apenas como levar vantagem para a família e enriquecer mais ainda as “galinhas de ovos de ouro”, que são os deputados estaduais de ontem, e infelizmente de hoje e de sempre.

 

Toda essa volúpia do senador sarneyzista e da deputada que está há 14 anos no congresso e jamais significou algo além de mera despachante de prefeitos e empreiteiros, revela duas realidades óbvias. Primeiro, que o objetivo do casal é fazer com o governo Confúcio Moura o que Ivo Cassol fez com o Estado – um quintal de seus interesses – ou, pressionando e desgastando o novo governador, enfraquecê-lo para permitir à ALE dar o golpe que o delinquente Carlão de Oliveira tentou contra Ivo Cassol – mas as fitas inviabilizaram.

 

Novo ou velho Raupp?

O segundo fator é que estes fatos mostram um novo Raupp, ou o velho Raupp cansado de se fingir de simples e bonzinho como sempre fez. Provam este novo perfil dois fatos atípicos: Em janeiro passado, mudando todo o seu estilo de pusilanimidade nestes quase 30 anos de política, ele fez uma Nota Oficial contra o PT; e em fevereiro disse ao tradicional líder peemedebista de Jarú, José Amauri,  “chega de muleta viu!… agora é a vez do Lúcio (atual DER) em Jaru”. Quem diria que o rei da “simplicidade” chegaria a este ponto? Como bom camaleão que sempre foi, certamente o senador barbudo já pressentiu que os novos tempos exigem menos falsidade e mais sinceridade. Menos mal.

 

E é este “ novo” Raupp que agora impõe ao governador Confúcio Moura o senhor Willames Pimentel, secretário que ficou popularmente conhecido como “Dr. Quinzinho” na gestão do ex-prefeito Carlinhos Camurça, por ser este o “spred” decantado nos corredores da secretaria como índice de devolução exigida por ele para atender do prefeito ao gari de seu gabinete.

 

Já para a Seduc, embora o nome mais cotado – Dr. Albuquerque – o mesmo que salvou Raupp no final do seu desgoverno, em 1998, quando petralhas e peemedebista ligados à sua esposa e deputada enfiaram os pés pelas mãos nos milhões de dólares do Planafloro, programa do BIRD que financiou o Zoneamento Agro Ecológico, agora não tem seu apoio, os Raupps exigem Suely Aragão – a mesma que não contente com as benesses que recebia da prefeitura entrou na lista de ficha suja por nomear na prefeitura a sua empregada doméstica.

 

É dessa época, 98, e desse programa – Planafloro – o grave processo que Raupp responde no STF, e muitos outros existiria se não fosse a ética e a coerência do dr. Albuquerque, colocado no comando geral do governo Raupp  naquele momento por intervenção salutar do então presidente da OAB-RO,  o histórico peemedebista Orestes Muniz. Mas nem por isso agora o casal aceita o Dr. Albuquerque e o motivo é simples. Cansado das estrepolias do casal que toca o PMDB no Estado como feudo nordestinho, o Dr. Albuquerque, exemplar secretário em outros governos, há muitos anos passou para o PDT de Acir Gurgacz


Williames Pimentel guela abaixo? Não.

Ricardo Sá conseguiu permanecer graças à gratidão do governador Confúcio Moura pelo tanto que ele já fez pelo partido, e até pelo casal de longa e teimosa tradição de ingratidão com companheiros.

É público e notório em todos os rincões do Estado que a gratidão do casal está sempre condicionada a um tipo muito especial de companheiros, os caixinhas-de-sim, baba-ovos que lhes obedecem cegamente, como Williames Pimentel, o nome que  querem enfiar no governo, e logo na  Saúde.

 

Conhecido e requentado secretário, Pimentel fez fama por causa dos preços absurdos dos barcos de saúde comprados para atender o Baixo Madeira, com milhões de reais do orçamento federal da quota da deputada Marinha Raupp. Barcos que ficam mais parados que em atividades, talvez porque para políticos carreiristas e desalmados o importante é “pagar a obra, o barco”, funcionar não é preciso, pagar servidores não dá lucro, não tem “retorno”.

 

Mas é pública a verdade de que W.Pimentel é um assessor fiel – até rima! Durante anos foi verdadeiro capataz engomado e vociferante do então chefe da casa Civil e depois senador Amir Lando. Em seguida, morreu de amores, ou amore$, por Carlinhos Camurça. Agora já deve estar achando o prefeitinho ching ling Roberto sobrinho um produto original (sic), mas enquanto Marinha lhe der cargos (antes da Semusa ela o indicou para a Funasa),  e Raupp continuar mandando o Almeida tirá-lo da PF às pressas como aconteceu em janeiro, Pimentel dará a vida pelo casal. Segundo Jimmy Pearce “os cães são sempre fiéis a quem lhes dá comida”.


Mas a opinião deste site é que estas pastas não serão tomadas de assalto por Raupp, Marinha e seus capachos. Confúcio os conhece de longa data, precisa deles em Brasília, já lhes deu muitos cargos, mas não vai permitir que seu governo seja uma fotocópia da corrupção e arrogância do Ivo, nem trombadinha desnorteado e frouxo como foi o de Valdir Raupp. É mera questão de tempo para comprovarmos que assim como o culto, experiente, firme e sereno governador livrou Ariquemes de Amorim, sua gang e seu terror, vai libertar Rondônia destes capiaus que têm a gula maior que a ética e a capacidade menor que audácia.

– Cleomar Eustáquio (última revisão – 13-05-2011)