Blog do Cléo: (A matéria está postada abaixo deste comentário) – Atitude antiga, velhaca, típica de oligarquias nordestinas, e há anos ilegal, a colocação de nomes de parentes em órgãos e logradouros públicos como no caso de Vilhena revela, além do crime e do oportunismo, uma vaidade típica de gente do interior, que tudo faz para aparecer. É lá que se vê aquelas revistas de-vez-em-quandárias com grandes fotos em página inteira de homens e mulheres da política e do comércio local, bem como muita coluna social e seus elogios fúteis, e Cacaus de ouro (sic) que deitam e rolam com patrocínio farto e produção de atmosfera hollywoodiana para disfarçar a falsidade das importâncias que apregoam.
E, finalmente, uma grande empresária vilhenense me disse que na família Donadon só havia um tronco, Melki, os demais (Marlon, Marcos e Natan) são apenas galhos que sem ele jamais nada conseguiriam, muito menos conquistar qualquer mandato. O destino dos 3 prova que ela tinha razão.

Outro detalhe que deve ser levado em conta é o fato de tantas autoridades municipais (Câmara, prefeitura, líderes empresarias e o judiciário) terem tolerado essa ilegalidade por tantos anos em Vilhena. Sinal do conluio silencioso que predomina nesse Brasil impregnado da negativa cultura do “politicamente correto”. O MPE – felizmente e finalmente – acordou desse comodismo.

A Matéria:

A Prefeitura Municipal de Vilhena vem a público esclarecer, quanto à retirada dos nomes de quatro escolas municipais, que:

– Trata-se de uma Ação Civil de Improbidade Administrativa contra os ex prefeitos Melkisedek Donadon e Marlon Donadon, proposta pelo Ministério Público do Estado de Rondônia;

– A sentença da 1ª Vara afirma que os ex prefeitos utilizaram-se da máquina pública para realizar promoção pessoal, tendo atribuído, por meio de decreto, a cinco Escolas Públicas Municipais nome de seus familiares (Maria Paulina Donadon, Dalila Donadon, Antônio Donadon, Marcos Donadon e Angelo Mariano Donadon), havendo ainda o ginásio “Geraldo Donadon”, que apesar de não possuir decreto ou lei regulamentando a denominação é amplamente conhecido como tal;

– A sentença afirma ainda que as “condutas perpetradas pelos réus visavam perpetuar o nome da família, bem como fazer propaganda do sobrenome de forma gratuita, às custas da municipalidade, tendo ambos se valido do cargo que ocupavam para emitir decretos, passando por cima da Lei Orgânica do Município de Vilhena, que afirma ser tal atribuição da Câmara Municipal de Vereadores”;

– Dessa forma, a Justiça determinou a retirada das denominações dos prédios públicos que contenham o sobrenome da família, com exceção da “Escola Maria Paulina Donadon”, em razão de prescrição, e do ginásio “Geraldo Donadon”, por inexistir denominação em sentido formal, cabendo à Prefeitura de Vilhena apenas cumprir a ordem judicial, sob pena de ser responsabilizada por descumprimento da Lei;

– Cabe agora, portanto, à Câmara de Vereadores, denominar as quatro escolas municipais, conforme a Legislação determina.

 

Fonte: Semcom