Análise do Blog – O caso de Ivo Cassol está apenas no começo, mas será rápido e ácido, tenham certeza. Se é fato que ninguém engana todos todo o tempo, também é fato que a fonte e a vitamina do mal é o próprio mal, E é por esta lógica que Ivo Cassol já vive os dias turvos do ocaso de alguém que foi useiro e vezeiro da ignorância, truculência, mentira, demagogia e abuso do poder, de formas tão alopradas que só o absolutismo pré Cristo permitia aos donos do poder. Nem as cachoeiras milenares escaparam da gula doentia de sua empresa, ou de sua família?
Cassol foi sortudo sendo eleito governador na era Lula, a fase mais perdulária da história política brasileira, quando se torrou cerca de 2 trilhões além do orçamento médio investido pela nação até 2002. Sim, e de onde vieram? Um trilhão se recebeu dos 100 bilhões de dólares/ano com as exportações ampliadas pela China e demais países na 1ª década de 2000; e o outro tri, Lula maluco, o risonho fantoche de Zé Dirceu gastou aumentando a dívida interna que durante 40 anos atingira apenas 600 bilhões, e com ele, Lula, chegou a 1,6 trilhão. é por isso que todos os governadores da era Lulista se fizeram passar por bons gestores, afinal, jamais nossos estados receberam tanto dinheiro.
E também não é à toa que agora os PACs estão empacados! É que orçamento e empenhos têm de ser pagos e dona Nula, a vaquinha de plantão, não consegue fazer isso e nem mesmo manter o mísero crescimento que o país teve, aparente e publicitariamente grande mas que não chegou à metade do que os demais membros do Bric tiveram nestes últimos 10 anos.
Portanto, como todos os colegas desse tempo de gastança e engodo, Cassol conseguiu se reeleger e se eleger senador. Todos os seus colegas sairem vencedores também – viva Lula!(sic). Mas seu lado sombrio se destaca acima desse factóide e ônus gerados por um governo federal inconsequente. Foi ele o primeiro governador do país a ter sua casa invadida pela PF. A causa? Outro engodo: foram pegar as fitas que ele gravou escondido com deputados que ele queria subornar para eleger o presidente da ALE, mas quando anunciaram que iriam cassá-lo, usou-as para se vender como vítima.
Foi também este demagogo o primeiro governador a ter os bens bloqueados. Isso porque a Construtora JK era parte de sua família e monopolizou as obras enquanto ele foi prefeito de Rolim de Moura. Igual à JK, seus principais fornecedores  de marmitex e shows agropecuários no seu governo, estão encalacrados na justiça até a alma, ao ponto de gerar brigas familiares que nem Shakespeare ou o autor de Avenida Brasil foram capazes de tramar.
E quanto a este “nobre senador”, só neste semestre ele já foi cassado duas vezes pelo TRE-RO em processos por abuso de poder econômico nas eleições. Prenúncio óbvio que é agora  um ficha suja, e a partir de 2014 já estaremos livres dele de fato, pois não há recursos que andem a tempo de tal decisão ser revertida – sabe lá Deus como ou por quanto, se isso é de fato possível nas cortes sisudas de Brasília.
Aliás, nosso povo já o escorraçou humilhantemente. Nestas eleições municipais, Cassol perdeu em quase todos os municípios, elegeu companheiros em apenas 4 corrutelas, destruiu com a repetição dos seus velhos jargões odoriquianos a candidata antecipadamente vitoriosa em Cacoal, Glaucione; e e em Vilhena teve mais gente escondendo a mão quando ele ia cumprimentar do que as que conseguiu apertar.
Cassol é um Valter Araújo que não teve seu telefone grampeado. Não fosse isso teríamos o primeiro governador eleito preso em cela comum há muito tempo. Que Deus lhe aumente a fé, pois vai precisar muito dela para suportar “o céu carregado” com que Raul prenuncia o fim do mundo, e neste caso, no fim de mais uma daquelas figuras públicas que só uma lei eleitoral arcaica, torpe e safada como a nossa, e um judiciário emperrado de processos como o nosso, deixam durar tanto tempo.


Mas não deixou nem deixará saudade, já que até seus cupinchas que tanto nadaram em contratos e dinheiro agora não aguentem pagar sequer os advogados de que tanto vão precisar mas seguramente não vai adiantar, porque nestes casos, as única certezas são, de um lado  os elevados honorários e de outro, as peias dos MPs, Juízes e Ministros dos Tribunais Superiores – e logo em tempos de Joaquim Barbosa – esse negão de brio cristalino que finalmente mudou o jeito de julgar essa laia.

A Noticia –   Ação ajuizada pelo MP pede ressarcimento de danos causados ao município de Rolim de Moura

O Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizou ação civil pública de ressarcimento do erário contra o ex-prefeito de Rolim de Moura, Ivo Narciso Cassol, e a empresa Sul Terraplanagens Ltda., por causa de irregularidades na execução de obras para ampliação de 19.500 metros lineares do sistema de abastecimento de água nos bairros Bom Jardim, Planalto, Boa Esperança e Olímpio naquele município.
Em análise documental realizada pelo MP, constataram-se inúmeras irregularidades na execução da obra, que indicam ato de improbidade, a exemplo de proprietários da empresa vencedora do processo licitatório serem diretamente ligados ao administrador à época dos fatos, uma vez que a sócia proprietária da empresa Sul Terraplanagens Ltda., Ilza Mezzomo Crisóstomo era irmã de Ivone Cassol, esposa do então prefeito de Rolim de Moura.

Além disso, o plano de trabalho que deu origem ao edital e as publicações da licitação previam total de 13.402 metros lineares, contudo as propostas de licitação, assim como o contrato, estabeleceram a ampliação total de 19.500 metros lineares, não sendo possível identificar como as empresas participantes do certame licitatório pudessem apresentar propostas para um total diferente do constante do edital.

Assim também o 2º termo aditivo foi realizado sem a devida comprovação do aumento do serviço e sua execução. O Termo Aditivo do contrato também apresenta irregularidades, pois foi solicitado quatro meses após ter sido realizada a medição final da execução da obra, o que indica que foi celebrado tendo, como único propósito, sacar da conta bancária o saldo de R$ 801,32 da aplicação financeira do recurso.

Na ACP, subscrita pelo Promotor de Justiça Márcio Giorgi Carcará da Rocha, pede-se a condenação dos citados para o ressarcimento integral do valor sacado indevidamente, devidamente corrigido e atualizado.