Análise do Blog – Alguns matam a cobra e mostram o pau… mas assim a cobra pode ter escapado. O certo é matar a cobra e mostrar a cobra – morta. E semelhante a esta situação é o que o MPF busca agora: garantir que habeas corpus não devoltam imediatamente a liberdade à quadrilha que os fatos parecem comprovar entre os que todo dia se sentavam à direita e à esquerda da mesa dirigida por Roberto Sobrinho, o prefeito que para administrar sempre foi um reles xing-ling, mas para o que agora parece e transparece, era exímio profissional. Mas exímio lembra Hermínio, nome que, mais do que  nunca, Sobrinho odiava e agora jamais vai esquercer, afinal este foi seu primeiro denunciante de peso e perene – e ácido – crítico. 

A Matéria –

MPF continua a investigar fraudes

O procurador-chefe do Ministério Público Federal de Rondônia (MPF/RO), Reginaldo Trindade, convocou ontem coletiva de imprensa para anunciar a continuidade da atuação do órgão de fiscalização contra o prefeito Roberto Sobrinho (PT) e um núcleo criminoso que se instalou na Secretaria Municipal de Obras e Projetos Especiais (Sempre), envolvendo os ex-secretários Israel Xavier e Silvana Cavol, além do ex-coordenador de fiscalização da pasta, Valmir Queiroz.

Para Trindade, o momento é de afunilar as ações contra o organização criminosa e limitar suas possibilidade de reação aos recentes fatos envolvendo vertiginosos desvios de dinheiro público, como na obra de revitalização e drenagem de igarapés da Capital, que tinha orçamento previsto de R$ 14 milhões. “Vamos combater a bandidagem (sic) onde for possível e vamos usar todos os recursos à nossa disposição para condenar todos aqueles que se envolveram no mau uso dos recursos”, salientou.

Com este objetivo o órgão deu inicio a uma nova operação, denominada Operação Sempre MPF. “Ela não começa hoje, mas teve início na última quarta-feira (5) quando ingressamos com nova ação cautelar pedindo o afastamento do prefeito Roberto Sobrinho e de outros servidores, sob justificativa da improbidade administrativa”, registrou Trindade.

Apesar de Sobrinho e outros servidores já estarem afastados de suas funções, a estratégia do MPF visa fazer com que o núcleo jurídico do prefeito e de sua organização tenham maior dificuldade na tentativa de reverter as decisões na Justiça. “A decisão de afastamento foi tomada no Tribunal de Justiça (TJ). Nossa intenção é que ela também seja declarada na Justiça Federal e também vamos fazer um trabalho de interlocução junto aos demais colegas para que essa medida seja também conquistada na Justiça Estadual, o que traria maiores dificuldades ao prefeito e aos servidores de retomarem seus trabalhos nos órgãos públicos”, raciocinou o procurador-chefe.

QUEIMA DE ARQUIVOS

A medida também visa desarticular as ações da organização criminosa no pós-operação Endemia e Vértice, que causou uma devassa no núcleo do Poder Executivo municipal.

Nela, foram presas quatro secretários municipais, um ex-secretário adjunto, servidores públicos e empresários, conforme noticiou ontem o Diário. De acordo com o MPF, desde a recomendação de afastamento ou exoneração do núcleo administrador da Sempre, tem havido uma queima de arquivos no local, para evitar que as investigações tragam novos fatos à tona.

“Desde segunda-feira (3) têm sido eliminados e-mail, e possivelmente outros arquivos, com objetivo de encobrir os traços da quadrilha que atuava na Sempre. Vale lembrar que esta era uma das pastas mais relevantes da prefeitura, visto que concentrava grande volume de recursos para a realização de obras em Porto Velho”, afirmou o procurador-chefe do MPF/RO, Reginaldo Trindade,
Ele acrescentou ainda que a Operação Sempre MPF vai se concentrar nas obras que tiveram maiores recursos, “mesmo porque tenho a impressão de que se fosse para avaliar todos os projetos levaríamos anos fazendo esse pente fino (sic). Mas vamos focar nos principais desmandos, como os viadutos, por exemplo. Alguém tem dúvidas de que há irregularidades nessa obra?”, ironizou Trindade.

Fonte: Diario da Amazonia