Análise do Blog – Embora jamais eu tivesse sequer conversado com o jornalista Júlio Olivar, logo após sua posse elogiei aqui esta escolha do governador para a Secretaria da Educação. Na verdade, como escrevi naquele momento, inteligência, visão e cultura percebemos nas pessoas vendo seus escritos, suas falas e atitudes, não precisamos conhecê-las pessoalmente. O conceito sobre nossos atos e posições antecedem-nos em nosso meio.

Eu havia visto o Júlio Olivar em duas campanhas políticas, e também como redator e assessor de candidatos a prefeito em Vilhena. Era fácil perceber que ele não era do tipo  “farinha do mesmo saco”, ou seja, apenas mais um destes trogloditas que assumem cargos para fazer mais do mesmo e na maioria das vezes, mais para si mesmos que para o órgão que gerenciam. Também no jornalismo tem ele um ótimo texto – fato raro aqui pelas bandas do nosso Norte – mostrava-se intelectualmente equilibrado apesar de estar filiado no retrógado e falido PCdoB – agora está no PMDB – menos mal.

Acompanho a educação por paixão, 4 filhos e 7 netos, e sei que ela sofre com a esquerdite imposta pelos Sinteros do país inteiro, mas ainda que o governo do Estado não atinja todos os ideais que o governador propala, defende e por eles tem lutado arduamente – basta comparar sua fisionomia de hoje com a de um ano atrás (Collor, antes do impeachment disse que “o poder é uma máquina de moer gente”) – eu mesmo ouvi dele, em sua casa de Ariquemes, ainda na campanha: “posso errar em tudo mas na educação eu não aceito que continue como está, vai mudar Cléo, ainda que eu tenha de importar um coreano…(A Coréia do Sul é um modelo mundial de educação)”.

E o Júlio tem sido firme, coerente, dedicado, com postura pragmática, visão e paixão por resultados, o que me dá a feliz certeza de que aqueles meus prognósticos da posse estavam certos. E nisso os cabelos brancos ajudam n´é mesmo?… embora separar joio do trigo seja fácil para qualquer um.

A MATÉRIA:
Olivar anuncia um ano especial para educação de RO em 2012

Com a Abertura Oficial do Ano Letivo de 2012, entramos para uma nova era em Rondônia, na qual o eixo central de todas as políticas públicas do Estado perpassa pela Educação. Ainda vamos nos surpreender com os resultados positivos que nossos alunos e escolas vão alcançar em avaliações como o Enem e Ideb. Em um ano, os indicadores de qualidade do ensino, que tanto nos incomodou, já começaram a melhorar.

E com as inovações que estão sendo implementadas na Rede Estadual de Ensino, o desempenho de nossos educadores e alunos vão alcançar patamares de primeiro mundo, em curto espaço de tempo. E nós, rondonienses, nos orgulharemos muito disso. Podem apostar. Seguindo as diretrizes do governador Confúcio Moura, que é um apaixonado pela Educação, estamos trabalhando incansavelmente focados nesse objetivo de tornar o Ensino de Rondônia exemplo para o Brasil.

Em 2011, tivemos avanços significativos. Redução da carga horária do professor de 40 para 26 horas semanais em sala de aula; gratificação de unidade escolar para professores e técnicos; concessão de centenas de licenças-prêmio e conversão de licenças-prêmio em pecúnia. Investimos aproximadamente R$ 30 milhões no projeto “Escola de Cara Nova”, lançado pelo Governo por meio do Programa de Apoio Financeiro, o Proafi. 270 escolas foram beneficiadas com o recurso, que serviu para a realização de manutenção e pequenos reparos das instituições de ensino.

E tem mais. A partir desse ano, as escolas estaduais vão receber pelo Proafi R$ 8 por aluno, bimestralmente. Antes o repasse às escolas era de R$ 3 por aluno e ocorria trimestralmente.

Outra conquista do povo rondoniense foi a instituição da Gestão Democrática, compromisso do governador Confúcio Moura, cumprido em novembro. Pela primeira vez na história de Rondônia, a comunidade escolar escolheu, através do voto direto, seus diretores e vice-diretores, que tomaram posse em todo o Estado no último dia 16 de janeiro, em solenidades pautadas por discursos emocionados.

Também dobramos os recursos dos contratos e convênios de transporte escolar. Saímos dos R$ 18 milhões de 2010 para R$ 34 milhões em 2012. E para esse ano, temos reserva orçamentária para investir R$ 37 milhões no transporte escolar.

Temos outras boas notícias. Este ano, o Governo de Rondônia tem pela frente a consolidação de mais ações inovadoras. A implantação do ensino em tempo integral e do ensino médio renovador; investimento para reparar todo o sistema elétrico das escolas estaduais e para a climatização de todas as salas de aula.

E ainda teremos o aumento nas gratificações de diretores e vices; salários melhores para todos os servidores; novo plano de carreira, cargos e remuneração para os trabalhadores da educação, ajustado no diálogo franco e democrático com o Sintero, sempre respeitando a categoria.

Outros dois grandes projetos que o Governo do Estado vai efetivar esse ano é a realização dos maiores jogos escolares da história de Rondônia e da primeira Feira Literária Internacional de Rondônia, a Fliro.

E a Educação ainda cumpre outro papel significante para o desenvolvimento do Estado. Além da responsabilidade de formar cidadãos bem preparados para o trabalho e para a vida, tem fundamental importância na economia do Estado.

Com orçamento de aproximadamente 900 milhões em 2012, esse ano, vai injetar no mercado rondoniense perto de 75 milhões de reais por mês, cerca de 60% desse valor só com salários dos 22 mil funcionários.

Analisando os números friamente, parece muito dinheiro, mas não é. Maior parte, como vocês viram, vai para cobrir a folha de pessoal. A quantidade de servidores da Seduc representa mais de 50% do total que o estado possui, ao passo que dispomos de apenas um quarto de todos os recursos.

Agradeço ao governador pela confiança depositada em mim, para essa missão de tornar realidade os projetos do Governo da Cooperação. O que muito me honra. Mas, reconheço que todos os funcionários da Seduc, também têm méritos pelos avanços, desde a secretária adjunta, Sueli Aragão, os coordenadores, gerentes e diretores de departamentos, aos representantes de ensino e servidores da escola mais longínqua.